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¡GRACIAS POR SU INTERÉS!

Bienvenido/a a este blog, que nace, con el año 2012, como vehículo para la transferencia y divulgación del conocimiento, particularmente en materia de turismo. Como complemento:

-He aquí el documento resultado de casi cinco años (2010 a 2014, 55 artículos) escribiendo cada mes en HECONOMIA, con análisis y propuestas para el turismo provincial: https://www.dropbox.com/s/oblyls2fi3tov7g/HEconomia_2010_2014_55_articulos.pdf?dl=0

-Los 12 artículos de la sección EL MURO del diario Huelva Información (año 2015): https://www.dropbox.com/s/sqlyhbqu1hc7if1/ElMuro_HI_2015.pdf?dl=0

-Y las múltiples colaboraciones en Hosteltur: https://www.hosteltur.com/comunidad/usuario/vargas

Además, en la siguiente URLs encontrará más, mucho más, sobre mi actividad académica (mi legado): https://padlet.com/alfonsovargassanchez/cvm56nauhvrhsnua

Y lo más importante: ¿aún no conoce Huelva? Descúbrala en el siguiente enlace y en la presentación que sigue: http://www.turismohuelva.org - https://www.dropbox.com/s/8ada1ku91qtoknc/AunNoConocesHuelva.pps?dl=0

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martes, 12 de septiembre de 2023

MEU RESUMO DO LANÇAMENTO DO LIVRO "TURISMO E HOTELARIA FUTURELAND"

O texto do meu contributo ao lançamento do livro (Lisboa, Turismo de Portugal, 11-9-23) é reproduzido a seguir. Sua gravação pode ser encontrada em: https://youtu.be/m-kFgMYl9L8

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Cara audiência,

Antes de mais, uma afetuosa saudação a todo o público, e um especial reconhecimento aos coautores deste trabalho -Professores Moutinho, Abranja e Rodrigues-, com quem muito aprendi. Também à editora Lidel por nos oferecer seus meios para a criação deste livro. Obrigado.

A seguir será apresentado um esboço de três dos tópicos nele discutidos.

1º.-O TURISMO PÓS COVID-19 (cap. 2)

Vou começar dizendo que, além do impacto da pandemia, as estratégias de destinos e empresas terão que ter em conta outros vetores fundamentais de mudança que, em conjunto com o legado da covid-19, convergirão para uma profunda reconfiguração da atividade turística. Especificamente, a revolução tecnológica, que se vai adaptando para responder, neste caso, aos desafios das mudanças climáticas e da economia circular. 

A regra dos 3’S pode ser uma boa síntese desses fatores que terão que ser tidos em conta: “Smart” (inteligência competitiva com o apoio de tecnologias de vanguarda e a análise massiva de dados), Sustentabilidade (tendo como principal referência, sem esquecer sua dimensão social, a circularidade e, em geral, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU) e a Segurança (sanitária mas não só).

Como consequência dos fatores ja referidos, inevitavelmente surgirão novas experiências turísticas: as suas formas, conteúdos e modos de disfrutar das mesmas conduzirão a um panorama competitivo diferente, com novos recursos e capacidades que serão o centro da “arquitetura” de qualquer estratégica de sucesso. 

Na era da máquina, as mudanças em QUEM faz os conteúdos, QUÉ tipo de conteúdo e, finalmente, ONDE experimentá-los serão definitivos.

Relativamente ao “quem”, os conteúdos serão cada vez mais influenciados pela junção da inteligência artificial e a inteligência coletiva. 

As referências relativamente ao “quê”, os conteúdos complementam-se com a criação de um mundo de realidade virtual totalmente imersivo para, por exemplo, estimular o desejo de visitar um destino turístico. 

Por fim, relativamente ao “onde” a experiência do turista já não tem porque estar associada a um determinado local “físico”, sendo que pode ser experimentada “aqui, ali e em todas as partes”.

Nesta dinâmica, os dados e a sua análise para reconhecer padrões de comportamento e melhorar as decisões operacionais, convertem-se em elementos absolutamente estratégicos, na medida em que os dados são a matéria prima que alimenta a aprendizagem automática dos algoritmos e que permite a personalização e otimização dos serviços. 

Deixar nota, finalmente, que a pressão “verde” para uma maior sustentabilidade, não é a única sentida por parte das empresas. A esta, junta-se a pressão para se centrar nos novos padrões comportamentais do turista pós-pandemia, de investir na digitalização e automatização das mesmas, bem como a de terem de ser mais rápidas e flexíveis.

2º.-TURISMO CIRCULAR. A ECONOMIA CIRCULAR NA ATIVIDADE TURÍSTICA (cap. 3)

A transição para uma economia circular, orientada para a eliminação de resíduos, apresenta-se como um dos grandes vetores estratégicos deste século, ao qual o setor do turismo não está alheio. Garantir formas de consumo e produção sustentáveis é um dos ODSs, concretamente o número 12 , com o qual a economia circular pode-se vincular claramente, num cenário de mudança climática e busca pela sustentabilidade.

Dentro do paradigma da sustentabilidade, a economia circular é um modelo concebido para substituir a economia linear atual. O modelo circular defende a manutenção dos recursos e do seu valor na economia durante o maior tempo possível, evitando que estes se convertam em resíduos. Assim, o foco pode ser proactivo (evitando sua geração) ou reativo (orientado para a sua reciclagem). De facto, é frequentemente descrita como uma combinação de atividades de redução, reutilização, reciclagem e outros Rs, mais poucas vezes se refere que o seu desenvolvimento precisa de um foco e mudança sistémico. 

No que diz respeito ao turismo, além de sua aplicação em áreas como a agua, a energia, os resíduos em geral e outras, é importante referir que o desperdício alimentar é uma  preocupação destacada pela União Europeia, sendo que este assunto é considerado como prioritário para o seu plano de ação de economia circular. Apenas deixar nota que os resíduos alimentares podem representar mais de 50% dos desperdícios do setor hoteleiro.

Também Portugal tem entre os seus objetivos estimular a economia circular no turismo, fundamentalmente através da investigação, inovação e educação. Importa ainda referir que, no “Plano de Ação para a Economia Circular“, o Turismo é considerado um setor chave.

Em suma, o futuro de turismo será circular ou poderá estar em risco, tendo que caminhar rumo ao resíduo zero em aterros e tornar-se neutro em emissões de carbono. E para isso, mais do que cada empresa ou destino possa fazer individualmente, é imprescindível uma visão integrada do setor e de suas interrelações com outros setores, que façam possível a articulação e a criação de uma simbiose industrial. 

3º.-ESTRATÉGIAS E NOVOS MODELOS DE NEGÓCIO (cap. 9)

O futuro do turismo (das estratégias das empresas e dos seus modelos de negócio) está ligado aos novos paradigmas que estão a surgir, mas a procura da novidade nem sempre significa abandonar o que já existía, mas sim melhorar ou saber utilizá-lo em consonância com as circunstâncias de cada momento histórico, que atualmente é marcado por uma série de vetores, como:

*A economía de partilhar (desde um carro até uma casa).

*A economía colaborativa (com fenómenos como o coworking, coliving e cohousing).

*A economía circular (já referida).

*A economía aberta (inovação aberta, co-criação…).

*Os modelos de negócio one-for-one: a economia personalizada (como o P2P ou B2B).

*A economia Do it Yourself (ou faz tu mesmo).

*A geração GO, uma geração digital que espera que tudo esteja à distancia de um clique. 

A chave está, por um lado, no próprio turista pós covid-19, na compreensão dos seus novos padrões de comportamento, mas também no ambiente institucional (nas pressões coercitivas, normativas e miméticas a que estão sujeitas as empresas do setor), bem como na forma como eles reagem (de acordo com a sua cultura organizacional, reativa ou pró-ativa) a um ambiente não só VUCA, mas, com uma designação mais recente, BANI (isto é caracterizado pela sua Fragilidade, Ansiedade, Não linearidade, e Incompreensibilidade).

E por outro lado, a chave está na nossa capacidade de aprendizagem das lições derivadas da pandemia, que também são abordadas, embora este não seja o momento para as detalhar. 

Neste contexto, são estudados, na sua aplicação ao turismo, os varios modelos para estão a dominar a década, nomeadamente os modelos de negócio da “crowd economy”, da “data economy”, da “smartness economy”, da economía circular, das Organizaçóes Autonomas Descentralizadas, dos multiplos mundos (físico e virtual), e da economía da transformação (como evolução da “economía da experiência”). 

Deixo aquí este resumo para respeitar o tempo que foi indicado. 

Muito obrigado pela sua atenção.


P.D.:  Links com a divulgação do livro/evento:

  • "Turismo e Hotelaria Futureland - Sustentabilidade e Tecnologias para o Futuro" (diarioimobiliario.pt)
  • https://inforgames.pt/editora-lidel-apresenta-novo-livro-turismo-e-hotelaria-futureland-sustentabilidade-e-tecnologias-para-o-futuro/
  • https://lidermagazine.sapo.pt/turismo-e-hotelaria-futureland/
  • https://opcaoturismo.pt/new/2023/09/07/livro-turismo-e-hotelaria-futureland-e-lancado-dia-11/
  • https://tnews.pt/lancamento-do-livro-turismo-e-hotelaria-futureland-realiza-se-no-dia-11-de-setembro-em-lisboa/
  • https://turisver.pt/livro-turismo-e-hotelaria-futureland-lancado-dia-11/
  • https://www.ambitur.pt/livro-turismo-e-hotelaria-futureland-sera-apresentado-a-11-de-setembro/
  • https://www.construir.pt/2023/09/06/editora-lidel-apresenta-turismo-e-hotelaria-futureland
  • https://www.oturismo.pt/feiras-e-eventos/48579-o-livro-turismo-e-hotelaria-futureland-sustentabilidade-e-tecnologias-para-o-futuro-sera-apresentado-no-turismo-de-portugal.html
  • https://www.publituris.pt/2023/09/05/obra-turismo-e-hotelaria-futureland-sustentabilidade-e-tecnologias-para-o-futuro-e-lancada-a-11-de-setembro-em-lisboa
  • https://www.publiturishotelaria.pt/2023/09/05/obra-turismo-hotelaria-futureland-sustentabilidade-tecnologias-futuro-lancada-11-setembro-lisboa/

  • (Post n° 449 de este blog)